
Pedir ajuda não é fraqueza. É o primeiro ato de cuidado connosco próprios.
Os estudos são claros: pessoas LGBTQIA+ enfrentam taxas mais altas de ansiedade, depressão e ideação suicida — não por causa de quem são, mas por causa do estigma, da discriminação e, demasiadas vezes, do isolamento. Falar disto sem dramatismo nem vergonha é o primeiro passo.
Em Portugal, a rede de apoio tem crescido. Além do SNS24 e das consultas de psicologia no Serviço Nacional de Saúde, existem linhas de escuta especializadas, grupos de pares organizados por associações e psicólogos com formação específica em questões de identidade e orientação.
«Pedir ajuda não é fraqueza. É o primeiro ato de cuidado connosco próprios», sublinha uma psicóloga clínica que trabalha há uma década com a comunidade. O conselho prático: guardem os contactos antes de precisarem deles.
No fim deste artigo encontra a lista atualizada de recursos — linhas de apoio, associações e serviços públicos. Partilhem-na: pode ser a mensagem de que alguém estava à espera.