
Ninguém aqui é pago para se importar. Importa-se porque sabe o que custa não ter ninguém.
É quinta-feira à noite e o centro comunitário está cheio. À volta de uma mesa de madeira, voluntários dobram folhetos, preparam pins arco-íris e ensaiam respostas para a linha de apoio que funciona até à meia-noite. É assim, sem holofotes, que se constrói a rede que segura a comunidade.
Em Portugal, dezenas de associações LGBTQIA+ fazem todos os dias o trabalho que o Estado ainda não chega a fazer: apoio jurídico, acompanhamento psicológico, grupos de jovens, grupos de pais, respostas de emergência para quem fica sem teto.
«Ninguém aqui é pago para se importar. Importa-se porque sabe o que custa não ter ninguém», diz-nos uma voluntária com dez anos de casa. A maioria das associações vive de quotas, donativos e horas roubadas ao descanso.
Se querem ajudar, há sempre lugar: voluntariado, donativos ou simplesmente divulgação. No fim do artigo, os contactos de todas as associações mencionadas.