
Dormir não é um prémio para quem aguenta tudo. É a base que nos permite aguentar tudo o resto.
As noites têm estado mais curtas. Entre a ansiedade, as notificações e o hábito de levar o dia para a cama, cada vez mais pessoas LGBTQIA+ relatam dificuldades em adormecer — e em descansar de verdade. Falar de sono é, muitas vezes, falar de saúde mental.
Os especialistas são unânimes: o sono não se recupera ao fim de semana, constrói-se todos os dias. Horários regulares, redução de ecrãs na hora de deitar e um quarto fresco e escuro são os pilares. «Dormir não é um prémio para quem aguenta tudo. É a base que nos permite aguentar tudo o resto», explica uma médica do sono que acompanha jovens em situação de stress.
Para a comunidade, há fatores específicos: o impacto do discurso de ódio nas redes, a ansiedade ligada à identidade e, em alguns casos, o efeito de terapias ou medicação. Conhecer o próprio corpo e pedir ajuda a profissionais faz parte do caminho.
No fim do artigo, uma lista prática de hábitos e recursos — incluindo aplicações gratuitas e linhas de apoio noturnas. Boa noite, e bom descanso.