
Aqui ninguém fica no banco por ser quem é.
Domingo de manhã, Parque Eduardo VII. Enquanto a cidade acorda, um grupo estende tapetes na relva para uma aula de ioga aberta a todos os corpos, todas as idades e todas as identidades. A entrada é livre; o respeito, obrigatório.
É um exemplo entre muitos. Do Porto a Faro, equipas de futebol inclusivas, grupos de corrida e clubes de natação criaram espaços onde pessoas LGBTQIA+ praticam desporto sem o ruído de balneários hostis ou piadas que magoam. «Aqui ninguém fica no banco por ser quem é», diz um treinador de uma equipa lisboeta.
Os benefícios vão muito além da forma física: os estudos sobre desporto comunitário apontam melhorias na saúde mental, na autoestima e na sensação de pertença — três coisas que a comunidade sabe bem que não se compram.
No fim do artigo, o mapa e!Gay de grupos desportivos inclusivos em Portugal, com contactos e horários. Calcem os ténis.