Contar as nossas próprias histórias nunca foi um luxo. É a diferença entre ser notícia e ser caricatura.
Quando a e!Gay nasceu, em 2012, grande parte da comunicação social portuguesa ainda tratava as vidas LGBTQIA+ como curiosidade ou polémica. Treze anos depois, muito mudou — mas o ruído das redes sociais trouxe novos desafios: desinformação, discurso de ódio amplificado e a tentação de reduzir pessoas a polémicas de um dia.
É aqui que a imprensa queer faz falta. Não para fechar a comunidade numa bolha, mas para garantir que as histórias são contadas por quem as entende por dentro: com contexto, com rigor e com o cuidado de quem sabe que por trás de cada tema há vidas reais.
Contar as nossas próprias histórias nunca foi um luxo. É a diferença entre ser notícia e ser caricatura. E é por isso que continuamos — artigo a artigo, reportagem a reportagem.
Este espaço é vosso. Escrevam-nos, proponham temas, corrijam-nos quando for preciso. Uma revista comunitária só existe se a comunidade a fizer sua.