
A Marcha é festa, sim. Mas é também a lembrança de que os direitos se conquistam na rua, todos os anos, outra vez.
A Avenida da Liberdade voltou a ser pequena para tanta gente. Entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, milhares de pessoas marcharam ao som de batuques, com cartazes feitos à mão e bandeiras de todas as cores — a arco-íris, a trans, a não-binária, a intersexo. Havia famílias com crianças, grupos de amigos de sempre e muita gente que marchava pela primeira vez.
No cimo da avenida, as reivindicações deste ano eram claras: mais investimento na saúde trans no Serviço Nacional de Saúde, respostas efetivas contra a discriminação no trabalho e habitação digna para jovens LGBTQIA+ afastados de casa. «Viemos celebrar, mas também lembrar que ainda há muito por fazer», dizia um dos cartazes que passou por nós.
A organização, a cargo de um coletivo de associações lisboetas, destacou a presença recorde de marchantes vindos de fora da capital — autocarros do Porto, de Coimbra, de Faro e até de Ponta Delgada. O Orgulho, sublinham, não é só de Lisboa: é de todo o país.
Ao fim da tarde, a festa prolongou-se pelos bairros históricos, com concertos e arraiais organizados por coletivos locais. Para o ano, há mais. E a e!Gay cá estará, como está desde 2012, para contar tudo.